12 de abr. de 2012

Lopes cria app para corretores atenderem por Facebook


Expectativa da construtora é ter cerca de 12 mil lojas na rede sociais e estreitar o relacionamento dos seus colaboradores com os clientes na internet

Corretor de imóveis
Os consumidores poderão consultar as páginas dos profissionais e optar por conversar com o que mais se identificar





Rio de Janeiro - A Lopes criou o aplicativo “Espaço do Corretor” no Facebook. A iniciativa tem o objetivo de aumentar a presença da companhia nas redes sociais e facilitar o acesso dos clientes às informações sobre imóveis. Com a ferramenta, cada corretor da empresa ganha uma página na rede para divulgar o portfólio de empreendimentos, os bairros que atende e também dar dicas sobre o mercado.

Já os consumidores poderão consultar as páginas dos profissionais e optar por conversar com o que mais se identificar. Por meio dessa dinâmica, a Lopes pretende estreitar o relacionamento dos clientes com os seus colaboradores, como se eles estivessem visitando o mural de um amigo.
Atualmente, a construtora possui mais de 15 mil profissionais e espera a adesão de pelo menos 80%, o que pode representar mais de 12 mil lojas online. As buscas podem ser realizadas tanto por nome quanto pela localidade dos corretores.


Consultor Imobiliário Carneiro
E-mail: carneiro.consultor@yahoo.com.br





8 principais pecados na decoração de casa


Sem orientação profissional, o faça você mesmo na decoração pode virar uma catástrofe. Veja os maiores erros

Sala com TV
Um erro comum é achar que quanto mais detalhes, mais a decoração estará elaborada


São Paulo - Na hora de decorar a casa, nem todo mundo pode contar com a ajuda de um designer de interiores ou de um arquiteto. Sem orientação profissional, o faça você mesmo na decoração pode acabar virando uma catástrofe. Isso porque combinar peças de mobiliário essenciais com elementos decorativos, de forma que tudo fique bonito, prático, confortável e com a personalidade dos moradores não é nada fácil, principalmente, é claro, para quem é leigo no assunto.
Para facilitar essa tarefa difícil – mas não impossível – convidamos a arquiteta Alessandra Sorrentino Neira para listar os principais erros cometidos pelas pessoas na hora da decoração. Veja quais são e fuja deles:
Esquecer a intenção da decoração: Muitas pessoas não conseguem definir o que querem, de fato, para um ambiente. Às vezes, o casal não consegue chegar a um acordo e cada um imagina uma coisa. Na hora de decorar, eles saem fazendo um pouco do que cada um quer, e, no final, parece que uma peça do ambiente “não conhece” a outra. Ao definir a intenção, já se tem meio caminho andado, aí é só seguir a ideia para montar o ambiente.
Muitos detalhes: Outro erro comum é achar que quanto mais detalhes, mais a decoração estará elaborada. Quase sempre isso não funciona: o ambiente sobrecarregado de detalhes vira um local cansativo e disperso, onde não temos uma atenção fixada.
Mistura de cores e estampas: A mistura de tecidos coloridos e estampados também aumenta a chance de erro. Embora haja muita liberdade hoje na decoração, é preciso misturar harmonicamente as cores, formas, estilos e épocas. Os elementos não devem ser misturados aleatoriamente, e, por isso, a necessidade de referência, seja do arquiteto ou da própria pessoa que se arrisca a decorar.

Tamanho do mobiliário: Cada ambiente pede um tamanho proporcional para o mobiliário que irá atendê-lo. Antigamente, era muito comum salas enormes com sofás pequenos. Isso não ocorre tanto hoje, mas em compensação, tem sido cada vez mais comum as salas pequenas com sofás grandes. É preciso ajustar o tamanho do mobiliário ao tamanho do ambiente.
Tamanho da TV: As televisões têm uma distância mínima necessária para se conseguir aproveitar a definição da tela. É comum pessoas com salas pequenas e enormes televisores. Isso é um erro na decoração. Fique atento à especificação técnica do fabricante.
 Não perceber suas necessidades: Um dos erros mais graves é não perceber as reais necessidades da família ao decorar. Muitas vezes a família compra um sofá claro, igual ao que viu na revista, mas se esquece das três crianças da casa. É preciso que a escolha na decoração possa ser vivenciada com tranquilidade posteriormente, senão isso gera um problema para a família.
Escolha errada da cor: Escolher uma cor para a parede é um risco constante. A cor precisa ser harmônica com o entorno, com tudo o que pode interferir e interagir com ela, e, ainda, tem que ser específica para os principais usuários do local. Um exemplo de mau uso da cor: a família pinta o quarto do bebê com cores fortes, e depois não sabe por que o bebê é inquieto. Para cada ambiente deve-se buscar a cor ideal.
Iluminação: Outro erro comum. Cada tipo de lâmpada deve ser usada de uma forma diferente. Algumas alteram as cores de tudo. Ao formar um ambiente é importante que se pense com calma sobre a iluminação, para atingir o objetivo esperado.

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9 de abr. de 2012

Vendas de imóveis novos em SP sobem 12,8% em fevereiro


Em relação a janeiro deste ano, as vendas quase dobraram, com alta de 97,5 por cento

Prédios
Os imóveis de dois e três dormitórios responderam por 57% e 30,7% do total vendido em fevereiro, respectivamente

São Paulo - As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 12,8 por cento em fevereiro na comparação com o mesmo mês em 2011, somando 2.109 unidades, informou nesta segunda-feira o sindicato da habitação na capital paulista (Secovi-SP).
Já em relação a janeiro deste ano, as vendas quase dobraram, com alta de 97,5 por cento.
No primeiro bimestre, as vendas acumularam expansão de 17,7 por cento sobre o mesmo período de 2011, totalizando 3.177 imóveis. Em Valor Geral de Vendas (VGV), os dois primeiros meses movimentaram 1,4 bilhão de reais, volume 13,1 por cento superior ante igual intervalo do ano passado.
A entidade estima crescimento de 3,5 por cento a 5 por cento em 2012 em VGV em relação ao ano passado.
Os imóveis de dois e três dormitórios responderam por 57 por cento e 30,7 por cento do total vendido em fevereiro, respectivamente.
A velocidade de vendas -medida pela relação de venda sobre oferta- foi de 10,3 por cento no segundo mês do ano, enquanto nos 12 meses até fevereiro ficou em 59,6 por cento.
Já os lançamentos em fevereiro caíram 52,3 por cento sobre o mesmo mês do ano passado, porém mais que dobraram em relação a janeiro, para 1.383 unidades.
Segundo o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, os dados confirmam as previsões de ajuste do mercado às novas condições, "depois de período de crescimento proporcionado por um cenário econômico exuberante nos últimos anos".


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5 de abr. de 2012

Invista em Miami, Florida - EUA

Abyara Brokers, Halmoral Group e ST Residential se tornaram parceiras em 2011 para comercialização de imóveis nos EUA. Até agora são três empreendimentos: Artécity, Paramount Bay e Mint, todos situados em Miami, na Flórida. “Procuramos a Abyara, pois ela tem grande força de vendas, credibilidade e ampla penetração no mercado nacional”, explica Gabriela. A Halmoral é uma empresa que atua em consultoria imobiliária na Flórida desde 1992. Fundada por Gabriela Haddad, sócia de Tatiana Mosaner, ambas advogadas. Em São Paulo, elas assessoram brasileiros que queiram comprar imóveis nos EUA. A ST é a maior detentora de imóveis residenciais nos Estados Unidos, foi formada através da fusão de quatro fundos de private equity americanos e possui um patrimônio de bilhões de dólares. Em 2010, lançou no mercado um portfólio de empreendimentos luxuosos e voltados ao design, alcançando um dos maiores resultados de vendas no país, U$ 800 milhões em propriedades. Para Gabriela é apenas o começo e é grande a expectativa de trazer novos mercados para o Brasil. “Esperamos trazer mercados como Nova Iorque e Las Vegas.”

Se você tiver interesse em conhecer os imóveis da Abyara Brokers em Miami, entre em contato com CARNEIRO ABYARA - Corretor Online Abyara. email: carneiro.consultor@yahoo.com.br / carneiro@abyaraonline.com.br  Entre em contato para que eu possa enviar maiores informações.













Arquiteto planeja construir prédios de madeira


Madeira seria uma alternativa segura, neutra em carbono e sustentável para os materiais estruturais

Prédio de Madeira
Para o arquiteto, a madeira pode ser a melhor opção para reduzir as emissões de gases de efeito estufa

São Paulo - A Michael Green Architecture apresentou o conceito de edifício de madeira como uma alternativa segura, neutra em carbono e sustentável para os materiais estruturais.
Para a apresentação do "The Case for Tall Wood Buildings", Michael Green, o diretor da empresa, escreveu um documento de 200 páginas. Nele, Green expõe seus argumentos a fim de explicar para os profissionais quais os benefícios da madeira, como um material viável para edifícios altos e largos, com benefícios econômicos e ambientais.
O objetivo de Green é conseguir construir edifícios altos com um material renovável, durável e forte. Para Green, quando colhida com moderação e responsabilidade, a madeira pode ser a melhor opção para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, bem como do armazenamento de carbono nos edifícios.
Para isso, Green introduz um novo modelo de construção para edifícios altos, que usa painéis de madeira maciça a fim de alcançar uma pegada de carbono mais leve. O sistema é de madeira com um elevador de madeira maciça central, escada e lajes também de madeira. As vigas de aço tem como objetivo fornecer firmeza ao sistema com relação a forças do vento, por exemplo.
Para mostrar as reais possibilidades de um prédio de madeira, Green quer fazer uma torre de madeira de 30 andares em Vancouver para mostrar as possibilidades e as vantagens da construção em madeira maciça em edifícios pequenos e altos.


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PDG Realty mantém Zeca Grabowsky na presidência (pelo menos por enquanto)


Atualmente, a PDG passa por um processo de unificação de suas operações

Obra da PDG no Rio de Janeiro
Grabowsky seria substituído pelo atual diretor financeiro, segundo rumores de mercado

São Paulo - O presidente-executivo da PDG Realty, Zeca Grabowsky, deve permanecer no cargo ao contrário do que apontavam alguns rumores de mercado nesta semana. Grabowsky seria substituído pelo atual diretor financeiro e de relações com investidores da PDG, Michel Wurman, e poderia alçar uma função no conselho de administração da incorporadora e construtora.
“Revemos a ideia de uma possível troca de comando e decidimos que o melhor seria deixar tudo como está pelo momento atual da companhia”, disse ele em teleconferência com analistas hoje. “Nem queremos mais tocar nesse assunto neste primeiro semestre, voltaremos a falar sobre isso em um momento mais propício.”
Atualmente, a PDG passa por um processo de unificação das operações e acaba de apresentar resultados abaixo das expectativas dos analistas de mercado. Em 2011, a empresa teve lucro líquido de 707,439 milhões de reais, queda de 15% ante 2010. Pelo critério ajustado, o lucro foi de 783,025 milhões de reais, caindo 11% frente ao ano anterior.
Grabowsky comandou a aquisição da Agre, em maio de 2010, que reunia Agra, Abyara e Klabin Segall por 2,43 bilhões de reais, iniciativa que fez da PDG a maior empresa no setor de construção e incorporação, superando sua principal rival, a Cyrela Brazil Realty.


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3 de abr. de 2012

Saiba como declarar seu imóvel no imposto de renda


Prazo para entrega da declaração termina dia 30 de abril. Especialista esclarece as principais dúvidas

Isenção parcial do Imposto de Renda sobre a aposentadoria
Quem não enviar o documento no prazo vai pagar multa mínima de R$ 165,74


São Paulo - O contribuinte tem até o final deste mês para entregar a declaração do Imposto de Renda 2012, ano-base 2011. Quem não enviar o documento no prazo vai pagar multa mínima de R$ 165,74. Se você ainda não entregou a sua declaração e uma das coisas que está te atrasando são dúvidas sobre como especificar o seu imóvel ao IR, confira as orientações do advogado João Bosco Brito, assessor jurídico da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências) e evite cair na malha fina:
Na compra do imóvel em 2011 como declará-lo no Imposto de Renda?

AMSPA: Todas as aquisições de imóveis em 2011 devem constar da declaração do Imposto de Renda. Na “Declaração de Bens e Direitos”, o mutuário deve incluir todos os detalhes sobre a propriedade, como endereço, metragem, entre outros e informar apenas o valor pago no ano vigente. Mas se o bem foi adquirido nos anos anteriores, basta importar a declaração antiga.


Qual valor deve ser declarado para o imóvel?
AMSPA: Se o imóvel foi adquirido após 1988, os custos de acréscimos da obra deverão constar da declaração, ou seja, reformas de ampliação da casa e benfeitorias dentro imóvel, juntamente com preço da propriedade, que consta da escritura. Esses dados devem ser inserido na coluna “Discriminação”. É importante descrever a reforma e o valor gasto, como também guardar todos os recibos e notas fiscais por cinco anos, para a comprovação do custo da obra. Para os imóveis adquiridos a partir de janeiro de 1996, o aconselhável é utilizar como referência os dados da escritura na “Declaração de Bens e Direitos”.

Como proceder se houve a utilização do FGTS para quitar ou comprar um imóvel?
AMSPA: Nos casos da utilização do FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, seja para quitar ou comprar a casa, o valor deve ser colocado em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Como também deve ser deduzido na ficha “Bens e Direitos”. É necessária a sua inclusão para a comprovação do aumento do patrimônio do contribuinte.


No caso da pessoa física que vendeu a casa e não conseguiu comprar outro imóvel no prazo de 180 dias?

AMSPA:
 Na declaração do IR, essas informações devem ser especificadas no campo “Ganhos de Capital”. Na ficha deverá conter o valor da venda, o nome do comprador e a data da transação, além do valor do bem informado na declaração anterior para calcular o ganho efetivo. Se a venda tiver ocorrido antes período de 180 dias, o contribuinte ficará isento de imposto pela transação. Caso contrário, deverá recolher o imposto acrescido da taxa Selic e 1% de juros de mora.

Como proceder em situações em que o saldo devedor do financiamento do imóvel é quitado em decorrência de invalidez permanente ou falecimento do mutuário?

AMSPA:
 O valor não deve ser tributado no Imposto de Renda já que no contrato na compra da propriedade estão garantidos tanto os seguros “Morte e Invalidez Permanente” (MIP) como o de “Danos Físicos ao Imóvel” (DFI). Para isso informe na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis” o valor pago da apólice pela seguradora. Já na ficha “Bens e Direitos” deve constar o valor somado do saldo anterior das parcelas quitadas ao do saldo devedor pago pela seguradora.


Na hipótese em que o mutuário comprou o imóvel por meio do contrato particular ou de gaveta, como a transação deve ser declarada?
AMSPA: Esse tipo de contrato é válido para comprovar a aquisição. Junte o valor do contrato na “Declaração de Bens e Direitos”.

De que modo fazer a declaração do IR de imóveis comprados por meio de consórcio?

AMSPA
: Para fazer a declaração do IR de imóveis adquiridos por meio de consórcio há duas formas: se a propriedade foi contemplada em 2010 deve-se inserir os dados no código 95 da “Ficha Bens e Direitos”. Nela deve ser discriminar o bem recebido, seus dados e do consórcio. Se não for contemplado, mesmo assim o contribuinte deverá informar à Receita o valor investido no consórcio.

Como declarar bens recebidos por herança?

AMSPA: 
Nessas situações, a declaração deve ser feita em nome da pessoa falecida, utilizando os dados da última declaração realizada por ela, ou indicar o valor que está na partilha. Também devem ser informados os dados e a forma de aquisição da propriedade, além de indicar a parte que cabe a cada um dos familiares do morto. Essas informações devem constar na coluna “Discriminação”.

Serviço

Mais informações sobre como inserir seu imóvel na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011 podem ser obtidas na AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Endereços e mais informações no site.






Consultor Imobiliário Carneiro
E-mail: carneiro.consultor@yahoo.com.br


Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imposto-de-renda/noticias/saiba-como-declarar-seu-imovel-no-imposto-de-renda?page=3&slug_name=saiba-como-declarar-seu-imovel-no-imposto-de-renda

2 de abr. de 2012

O choque de realidade da Gafisa


Pressionada pelos maus resultados da Tenda, a Gafisa promove uma “faxina” de quase R$ 900 milhões em seu balanço

Gafisa
Obra da Gafisa: empresa registrou prejuízo de 1,1 bilhão de reais em 2011


São Paulo – Depois de arrumar a casa em 2011, a Gafisa abriu a porta – ou uma fresta dela – para o mercado espiar o resultado. Em prévia do balanço anual divulgado ontem, ainda não submetido à auditoria, ficou claro que a faxina custou caro: o prejuízo no ano passado foi de 1,1 bilhão de reais, ante um lucro líquido de 416 milhões de reais em 2010. 
Segundo a empresa, o resultado deve-se principalmente aos ajustes de 889,5 milhões de reais feitos depois de uma profunda revisão nas suas operações e estratégias. Quase 70% desse montante, ou 610,2 milhões de reais, foram usados para redirecionar os negócios da Tenda, incorporadora de baixa renda comprada em 2008.
Antes de ser levada pela Gafisa, os papéis da empresa desabaram 60% em poucas semanas. O mergulho conferiu à aquisição um ar de negócio da China. Mas se a ascensão da classe C parecia garantir o sucesso da empreitada, os anos seguintes terminaram por descascar esse verniz. Em 2011, a construção dos projetos da Tenda foi revisada para cima, representando um custo adicional de 227,2 milhões de reais. As multas por atraso nas obras chegaram a 38,5 milhões – mais que o triplo do registrado nos canteiros da Gafisa. 
Sem dinheiro para pagar
A concessão de crédito para os clientes da Tenda também sangrou o caixa da empresa. Só no último trimestre do ano, foram identificados 4.000 consumidores “não qualificados para o financiamento imobiliário”: apesar das unidades adquiridas estarem 70% prontas, a empresa recebera apenas 6% do valor devido pelos imóveis. 
O rompimento desses contratos teve um impacto negativo de 91,2 milhões de reais. Neste ano, a Gafisa estima que outros 8.000 clientes sejam enquadrados na mesma situação. A reserva para arcar com esses cancelamentos e com os prováveis inadimplentes da Tenda terminou por abocanhar outros 167,3 milhões de reais da receita da empresa. 
Com o objetivo de mapear exatamente o que precisava ser reformulado ao longo do quarto trimestre, a companhia designou um diretor-executivo para cada uma das suas unidades operacionais. Mas depois de eliminar a Tenda e a lucrativa AlphaVille da análise, a empresa acabou deparando-se com uma correção de 213,7 milhões de reais para os projetos da Gafisa, valor muito semelhante ao acréscimo destinado às obras da sua divisão mais problemática.
Na avaliação do time de analistas do Credit Suisse, os aumentos sobre o orçamento não deixam de mostrar que os problemas da Gafisa também se relacionam ao seu negócio original.
Olhando para frente, a empresa reajustou suas estimativas para 2012, com a expectativa de lançar em torno de 2,7 a 3,3 bilhões de reais em empreendimentos. Os números representam uma diminuição que pode variar de 6% a 23% sobre o resultado apresentado em 2011. 
Apesar de apoiarem a “pesada limpeza” promovida na companhia, reforçando que essa seria a única maneira da Gafisa recuperar a rentabilidade no médio e longo prazo, a equipe do Itaú BBA é cética. “Nós preferimos estar expostos a companhias que possam entregar uma melhor combinação entre baixa alavancagem, retornos sólidos, crescimento e geração de caixa”, assinaram em relatório os analistas Enrico Trotta, Vivian Salomon e David Lawant. 
A “faxina” também não parece ter agradado totalmente os investidores. Os papéis caíram fortemente na bolsa nesta segunda-feira. Um sinal de que a casa ainda não está “um brinco” para o mercado – e a Gafisa ainda precisa provar que a estratégia vai dar certo.


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29 de mar. de 2012

Vendas de imóveis novos em SP crescem 28,7% em janeiro

O volume movimentado no primeiro mês do ano aumentou 17,2 por cento, para 504 milhões de reais
Prédios em São Paulo
Os lançamentos residenciais na capital paulista totalizaram 674 unidades em janeiro, alta anual de 12,1 por cento

São Paulo - As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 28,7 por cento em janeiro na comparação com o mesmo mês no ano passado, para 1.068 unidades, informou nesta quarta-feira o sindicato da habitação na capital paulista, Secovi-SP
A entidade não divulgou o dado comparativo com dezembro, sazonalmente um dos meses mais fortes em vendas.
"Dezembro se caracteriza pelo esforço de comercialização para fechamento do ano dentro das metas das empresas", afirmou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em nota.
A velocidade de vendas -medida pela relação de venda sobre oferta-, entretanto, recuou no primeiro mês de 2011, para 5,2 por cento, enquanto um ano antes havia sido de 6,7 por cento.
Em termos de valores, o volume movimentado no primeiro mês do ano aumentou 17,2 por cento, para 504 milhões de reais.
Em janeiro, as vendas foram lideradas pelos imóveis de dois dormitórios, com 43,7 por cento do total, seguidos pelos de três dormitórios (38,9 por cento).
Os lançamentos residenciais na capital paulista totalizaram 674 unidades em janeiro, alta anual de 12,1 por cento. Das unidades lançadas, 62 por cento foram de imóveis de dois dormitórios, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).



Consultor Imobiliário Carneiro

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/vendas-de-imoveis-novos-em-sp-crescem-28-7-em-janeiro-3

22 de mar. de 2012

Prefeitura quer leiloar imóveis sem herdeiros


O Estado de S.Paulo
Pela primeira vez, a Prefeitura de São Paulo iniciou uma política de destinação para os imóveis de sua propriedade provenientes da herança vacante - aqueles que vão para o poder público após a morte de uma pessoa sem herdeiros. Desde 1990, quando o Município passou a receber a posse desse tipo de herança, a Prefeitura já recebeu mais de 30 imóveis, mas ainda não havia definido a destinação deles.
Agora, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) vai levar a leilão pelo menos 13 apartamentos, casas e terrenos recebidos pelo Município, o que deve render cerca de R$ 1,4 milhão, segundo estimativas da Secretaria Municipal de Finanças, com base em valores de janeiro de 2012. A maioria dos imóveis é de uso residencial e está em bairros da região central, como Bela Vista e Bom Retiro. O mais valioso é um terreno de 100 m² em Pinheiros, próximo do Shopping Iguatemi, avaliado em R$ 230 mil. O projeto de lei que prevê a alienação foi enviado à Câmara e aguarda a apreciação dos vereadores.
Ele vai juntar-se a outro projeto de autoria do Executivo enviado em 2010, que previa a venda de três imóveis - ele já foi aprovado em primeira votação, mas ainda precisa ser apreciado novamente para virar lei. A Procuradoria Geral do Município, porém, considera essa primeira iniciativa algo esporádico, e considera que a nova tentativa de vendas representa a estratégia da Prefeitura para diminuir os custos de manutenção desse patrimônio e aumentar as receitas não-tributárias da administração pública.
Histórico. As primeiras regulamentações sobre as heranças vacantes datam da década de 1930, quando um decreto-lei do presidente Getúlio Vargas determinou que esses bens fossem destinados para os governos estaduais para a educação. O governo de São Paulo decidiu que eles serviriam principalmente para custear a moradia de estudantes das universidades estaduais.
Essa situação perdurou até a mudança da legislação, em 1990. Nesse período, a Universidade de São Paulo (USP) acumulou 397 propriedades de heranças vacantes. Grande parte delas é alugada, mas a maioria é usada pela universidade. O caso mais notável é a Casa de Dona Yayá, no Bexiga, que passou para a USP em 1961 e hoje abriga um centro de preservação. / R.B.


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21 de mar. de 2012

Como declarar financiamentos e consórcios no IR


Saiba como declarar situações como troca de carro, venda de imóvel no meio do financiamento, reformas e construções em terrenos e vendas parceladas

Casa vermelha 
Os bens devem ser declarados pelo valor que efetivamente saiu do bolso do seu proprietário 

São Paulo – Nem sempre a compra e a venda de imóveis e carros são realizadas de uma só tacada. Às vezes ocorrem financiamentos, consórcios ou pagamentos parcelados – com um sinal, por exemplo – o que pode causar confusão na hora de fazer a declaração. A primeira coisa que o contribuinte deve ter em mente, antes de declarar, é que o valor a ser declarado em um determinado ano é aquele efetivamente gasto ou recebido com a compra ou venda de um bem, independentemente do valor do bem. 
Ou seja, o que você paga com os juros de um financiamento, com as reformas de um imóvel ou o “tuning” de um carro deve ser somado ao principal. O que a Receita quer verificar, nesse caso, é a sua capacidade de pagar por aquele bem. De maneira geral, isso é bom para o contribuinte, porque na hora da venda, diminui a distância entre o valor do bem e o valor de venda, reduzindo o lucro e, com isso, o IR que incide sobre o ganho de capital.
Da mesma forma, quando se vende um bem, é o valor que efetivamente entra no seu bolso que conta. Assim, se o comprador financiou a compra do seu imóvel, mas pagou os juros ao banco, ele vai declarar o pagamento de juros, mas você só vai declarar a quantia que o banco pagou a você – o valor principal do seu imóvel. A apuração do ganho de capital, portanto, corresponde à diferença entre o que efetivamente entrou no seu bolso no momento da venda e o que saiu dele no momento da compra. E é sobre essa quantia que você pagará IR, se for o caso.
Compra com financiamento
Um bem adquirido com financiamento, seja ele carro ou imóvel, deve ser declarado apenas pelo valor desembolsado no ano de referência. Assim, se você iniciou ou deu continuidade ao pagamento das parcelas de um financiamento em 2011, na declaração de IR 2012 você deverá apenas declarar o que foi efetivamente pago, somando, se for o caso, o valor desembolsado ao longo do ano ao valor já pago em anos anteriores, constante da declaração do ano anterior.
O bem deve ser designado na declaração de Bens e Direitos pelo seu código específico. No caso de carros, código “21 – Veículo automotor terrestre”; no caso de imóveis, há mais possibilidades, como casa, apartamento, terreno e galpão. O contribuinte vai, em seguida, informar o valor efetivamente pago ao longo do ano de 2011 até 31 de dezembro, independentemente do valor do bem.
Se o financiamento começou em 2011, a situação em 31/12/2010 será zero, ao passo que a situação em 31/12/2011 será correspondente ao valor da entrada, mais as parcelas já pagas. Se o financiamento tiver sido iniciado em anos anteriores, informe para 31/12/2010 o valor constante da declaração de IR passada e, em 31/12/2011, o valor em dezembro de 2010 acrescido da quantia desembolsada em 2011. Assim, se até 31/12/2010 você tinha pago 15.000 reais pelo seu carro e, ao longo de 2011, pagou mais 15.000 reais, então a situação em 31/12/2011 será de 30.000 reais.
No campo “Discriminação”, você deverá informar as condições daquela compra: se está quitada ou não, CPF ou CNPJ da pessoa ou empresa que vendeu aquele bem a você, a forma de financiamento (pelo Sistema Financeiro de Habitação, no caso de imóveis, se Crédito Direto ao Consumidor, no caso de carros, ou qualquer outra linha de crédito), valor da entrada, número de parcelas totais e número de parcelas já quitadas e, no caso de veículos, modelo, marca e ano do carro.

Uma dúvida comum é sobre a partir de que momento se deve informar um bem na Declaração de Ajuste Anual. Por exemplo, se a compra foi feita em dezembro de 2011, mas o primeiro pagamento for só em janeiro de 2012, é preciso informar o bem já na declaração deste ano? Nesse caso, declarar o bem apenas no ano que vem não deve acarretar problemas ao contribuinte, desde que o contrato firmado em cartório seja confeccionado também em 2012. 
Porém, o correto mesmo é declarar o bem a partir do ano em que é firmado um contrato privado de compra e venda. Portanto, se isso se deu em dezembro de 2011, o melhor seria já declará-lo no IR 2012, explicando no campo “Discriminação” que o primeiro pagamento será só em 2012. Lembre-se que, no caso de um imóvel, a declaração do bem independe da emissão de “Habite-se” pela Prefeitura ou de a escritura já ter saído.
Outra dúvida bastante frequente é sobre a necessidade de informar alguma coisa na ficha de “Dívidas e Ônus Reais”. No caso de financiamentos, esse campo deve ficar em branco, pois o contribuinte não pode declarar ali dívidas que têm como garantia o próprio bem.
Acréscimos no valor do bem
Tão logo o bem esteja quitado, isso deve ser informado na declaração. Dali para frente, você deverá sempre declará-lo pelo valor total desembolsado para adquiri-lo, sem jamais corrigi-lo por qualquer índice de preço ou considerar valorização ou depreciação. Caso você faça alguma melhoria – reforma, no caso de imóvel, ou “tuning”, no caso de um carro – você pode somar o valor gasto nessa benfeitoria ao valor total do bem informado ano a ano.
Isso, é claro, desde que você tenha guardado todas as notas fiscais dos valores desembolsados para fazer as benfeitorias. Dali para a frente, o valor do bem passará a ser este: valor total gasto para adquiri-lo mais valor das benfeitorias. Com isso, você irá pagar menos imposto na hora de se desfazer do bem, pois o ganho de capital, se houver, será menor.
O mesmo raciocínio vale para qualquer outro acréscimo no valor do bem que tenha saído do seu bolso. Por exemplo: suponha que você tenha quitado um imóvel e entrado em uma disputa judicial com o banco, que por algum motivo não considera que o bem tenha sido quitado. Anos depois, você acorda com o banco que vai pagar mais alguns milhares de reais para, finalmente, ficar quite. Essa quantia deverá ser acrescentada ao valor do imóvel na próxima declaração, pois é como se fosse uma última parcela do financiamento, paga com anos de atraso.
Também é mais ou menos o caso do terreno que vira casa. Enquanto o terreno for apenas um lote, ainda que em construção, deverá ser declarado pelo código “13 – Terreno” na ficha de Bens e Direitos. A partir do momento em que a casa fica pronta, a classificação deverá ser mudada para “12 – Casa”. No campo “Discriminação”, o contribuinte deverá dizer quanto gastou para construir o imóvel.
Se a casa ficou pronta em 2011, por exemplo, a situação em 31/12/2011 deverá ser a soma do valor do terreno mais a soma de tudo que foi gasto para construir a casa. Pronto: esse é o valor do imóvel.

Venda com financiamento 
Caso o contribuinte venda seu bem, e o comprador opte por financiá-lo, o procedimento será o mesmo na declaração do comprador, mas será um pouco diferente na declaração do vendedor. Em geral, quem vende um bem financiado recebe do banco o valor do bem todo de uma vez. Assim, o contribuinte que tiver vendido um carro ou um imóvel em 2011 deverá deixar o item “Situação em 31/12/2011” em branco e informar a venda no campo “Discriminação”, onde deverão ser especificados o valor recebido (do banco, no caso) e o CNPJ ou CPF do comprador.
No caso do contribuinte que troca de carro, ele deve declarar a operação como duas etapas distintas: a venda do carro para a concessionária e a compra de outro carro. No campo “Discriminação”, basta explicar que a entrada do carro comprado foi o valor referente ao carro entregue; e designar o restante conforme o caso – se foi pago de uma só vez ou financiado.
Também pode acontecer de uma pessoa vender um imóvel sem que o financiamento tenha sido quitado. “Nesse caso, são duas operações: uma com o banco e outra com o comprador. O vendedor, aqui, só possui o percentual correspondente ao que ele efetivamente pagou – e é isso que ele vende”, explica André Duarte, consultor da DeclareCerto IOB.
Assim, se o vendedor só quitou metade do imóvel, ele vai declarar a venda desta metade. Vai dar baixa no imóvel, zerando o seu valor, e explicar a situação no campo “Discriminação”, inclusive informando os dados do comprador. Se houver ganho de capital na sua metade, o vendedor deverá apurá-lo e pagar o IR se for o caso.
Já o comprador terá que fazer um pouco mais que isso, pois terá de declarar a compra da pessoa que vendeu e a compra da parte do banco. O valor total pago será a soma das duas partes e, na “Discriminação”, deve ser informado o que foi pago a cada uma das partes.
Pagamentos “fracionados”
Os mesmos princípios dos financiamentos se aplicam às situações em que o contribuinte compra ou vende um bem de forma parcelada – por exemplo, com o pagamento de um sinal de 10% ou 20% e o restante posteriormente. Se você pagou o sinal em 2011, mas vai pagar o restante apenas em 2012, declare apenas o sinal pago e explique a situação no campo “Discriminação”. O mesmo deve ocorrer se você for o vendedor. Deixe claro que o restante só será pago ou recebido no ano seguinte.
E quando cada membro da família deu um “pedaço” do pagamento de um bem? “Uma situação muito comum são aquelas pessoas que compram um carro, por exemplo, em que a entrada foi o carro do irmão, parte das parcelas foram pagas pelo pai e a outra parte pelo próprio contribuinte”, exemplifica Duarte. Nessas situações, é preciso declarar tanto a compra do novo bem quanto as transferências que a tornaram possível – como compra (no caso de bens) ou doação (se forem bens ou dinheiro vivo).
IR sobre ganho de capital
Dificilmente existe ganho de capital na venda de carros, que normalmente depreciam ao longo dos anos. Com imóveis, entretanto, o lucro é mais comum, e em muitos casos pode ser necessário pagar IR de 15% sobre o ganho de capital. Se o imóvel foi vendido por mais de 440.000 reais, por exemplo, é obrigatório pagar IR sobre o lucro da alienação.

A partir do momento em que você recebeu qualquer quantia pelo bem vendido – ainda que uma primeira parcela ou um simbólico sinal -, você tem até o último dia útil do mês seguinte para recolher o IR sobre o ganho de capital. Ou seja, se você recebeu um sinal pelo seu apartamento em setembro, você tem que pagar o IR sobre aquele sinal no máximo até o fim de outubro. Do contrário, estará sujeito ao pagamento de juros e multa. 
Se o pagamento for parcelado, será preciso pagar IR a cada parcela recebida do comprador. Para isso, é preciso usar o programa GCAP, da Receita, que já calcula o IR proporcional sobre cada quantia que entra no bolso do vendedor.
Quem vende um imóvel residencial e compra outro do mesmo tipo dentro de 180 dias a partir da data em que é firmado o contrato tem direito a um benefício tributário. Isto é, desde que não tenha feito operação semelhante nos últimos cinco anos. Se a quantia da venda for totalmente destinada à compra do novo imóvel, o contribuinte fica isento de IR sobre o ganho de capital. Se, no entanto, apenas parte da quantia for empregada na nova aquisição, ainda incidirá IR sobre o lucro referente à quantia não utilizada.
Ou seja, se dos 500.000 reais resultantes da venda apenas 300.000 forem empregados na compra de um novo imóvel, os outros 200.000 ainda estarão sujeitos ao IR sobre a parte correspondente ao lucro. O incentivo, contudo, só vale para o que for pago dentro de 180 dias. “Se o sujeito financiar a compra do segundo imóvel, o ideal é que quite o financiamento em 180 dias. Do contrário, só poderá abater a porção paga em 180 dias”, diz André Duarte.
Consórcios
As regras para declarar consórcios são bem parecidas com aquelas para declarar financiamentos. Enquanto não for contemplado, o produto deve ser declarado sob o código “95 – Consórcio Não Contemplado”. Se o consórcio se estender por mais de um ano, basta ir somando a quantia paga do ano anterior à quantia paga no ano seguinte. Tomando como exemplo o ano de 2011, a situação em dezembro de 2011 será o valor pago ao longo do ano, mais o valor discriminado em dezembro de 2010.
Caso resolva dar um lance, o contribuinte somará, nesse bolo, o valor do lance. No ano em que o consórcio é contemplado, porém, ele deve mudar de classificação. Na maior parte dos casos, o consórcio “se transforma” no bem adquirido. Por exemplo, quem foi contemplado em 2011 e adquiriu um carro deverá mudar a classificação para o código “21 – Veículo automotor terrestre”. Na coluna “Situação em 31/12/2011” será preciso informar o valor pago até 31/12/2010 acrescido do valor das parcelas, do lance e do eventual desembolso extra para a compra do carro.
Se o sorteio conceder uma carta de crédito sem objetivo definido, a mudança de classificação será diferente. Em vez de “se transformar” em carro ou imóvel, o consórcio não contemplado “se tornou” uma carta de crédito. “Nesse caso, o código que me parece mais adequado é o 59 – outros créditos e poupança vinculados. Como não é uma classificação precisa, o contribuinte precisa explicar direitinho do que se trata no campo ‘Discriminação’”, diz o consultor do DeclareCerto do IOB.




Consultor Imobiliário Carneiro
E-mail: carneiro.consultor@yahoo.com.br


Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imposto-de-renda/noticias/como-declarar-financiamentos-e-consorcios-no-ir?page=4&slug_name=como-declarar-financiamentos-e-consorcios-no-ir

19 de mar. de 2012

Imóveis conjugados voltam a ser opção na capital paulista


Ca’d'Oro. Ambientes integrados em 40 m² (DIVULGAÇÃO)


GUSTAVO COLTRI
Com a ascensão dos imóveis compactos nos últimos três anos, os apartamentos conjugados, que integram todos os cômodos em um só ambiente, também voltam a aparecer na paisagem de alguns bairros da capital paulista, mas com ares de novidade. Saem de cena as quitinetes, destacam-se os studios.
Os lançamentos de até um dormitório, que incluem os studios nas pesquisas de mercado, representaram 6,6 mil unidades em 2011 – somente na região central de São Paulo, a oferta de novos imóveis dessas tipologias cresceu 111%. Eles chegaram até a zona leste da cidade, que tradicionalmente não tem mercado para tais empreendimentos.
Por lá, a alta, de acordo com levantamento do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), atingiu os 400% no ano passado frente a 2010.
Um studio caracteriza-se hoje pela pequena metragem – em torno de 32 metros quadrados – e pela funcionalidade para aproveitamento do espaço. O design sofisticado e o oferecimento de serviços avulsos, como a limpeza de apartamentos e atendimento por concièrge, são alguns dos itens obrigatórios nos novos conjugados, diferenciando-os dos antigos quitinetes – compactos e bem menos glamourosos.
“Existe uma demanda enorme por esse tipo de imóvel. São Paulo tem muita gente que mora sozinha ou que passa apenas parte do tempo na cidade”, diz a diretora de marketing da imobiliária Abyara Brasil Brokers, Paola Alambert. A procura, segundo ela, é maior em áreas com infraestrutura de transporte e próximas a polos corporativos.
A Abyara comercializa dois empreendimentos do perfil na área central. Um deles, o Setin Downtown Brigadeiro, oferece unidades conjugadas de 40 metros quadrados e tem serviços pay-per-use como coleta de lavanderia e delivery de supermercados e compras.
Preço salgado. Poder aquisitivo alto é fundamental para quem deseja morar em um studio. De acordo com a diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, o metro quadrado para locação de uma unidade chega a R$ 60 em áreas nobres da cidade – o que significa valores próximos a R$ 1,8 mil para imóveis de 30 m². “Esse é um tipo de imóvel escasso em São Paulo”, avalia.
Proporcionalmente, os valores dos compactos são também os mais altos. Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostram que o preço médio dos compactos de até um dormitório em 2011 superou os R$ 8,8 mil.
O diretor de incorporação da Brookfield, Ricardo Laham, acredita que a falta de terrenos em áreas com boa localização deve continuar a dar força à alta nos valores e ao desenvolvimento de projetos cada vez menores.
“À medida que o mercado se consolida, o preço também se eleva. Para morar na área central, o consumidor terá de pagar mais. Em Manhatan, há muitos studios minúsculos com um aluguel de US$ 4 mil”, exemplifica.
A empresa lançou no segundo semestre de 2011 o empreendimento misto Ca’d’Oro, com conjugados de 40 m². “Até outro dia, o menor apartamento que fizemos era de 49 m². No Ca’d’Oro, chegamos a 40 m². E já estamos pensando em 35 m².”
Laham prevê a diminuição média do espaço interno das unidades em até três anos. “Trinta metros quadrados já está na pauta das incorporadoras. Para 28 m² e dois 27 m², é um passo. O limite inferior é o tamanho de quartos de hotel. Na linha mais econômica, eles têm 17 m².” Para Roberto Coelho da Fonseca, diretor de novos negócios da imobiliária que leva seu nome, os studios são boas opções de investimento. “Os investidores conseguem fazer um valor de locação para pessoas que passam pouco tempo em casa.”
O valor da metragem para venda de uma unidade conjugada em áreas valorizadas da capital chega, segundo ele, a R$ 15 mil. “Se a proprietário precisar de outro imóvel, o studio tem liquidez em áreas nobres, que são regiões onde estão as empresas e onde as pessoas querem estar”, diz.



Consultor Imobiliário Carneiro
E-mail: carneiro.consultor@yahoo.com.br

Trabalho com os melhores imóveis e as melhores contrutoras do país. Além de possuir imóveis em Miami, USA. Não perca mais tempo. Consulte-me.


Fonte: http://blogs.estadao.com.br/radar-imobiliario/imoveis-conjugados-voltam-a-ser-opcao-na-capital-paulista/

18 de mar. de 2012

Por que os imóveis sobem menos no Nordeste


Grandes cidades nordestinas como Salvador, Fortaleza ou Natal não passaram por um bom imobiliário tão intenso quanto São Paulo e Rio de Janeiro

Empreendimento da Ecocil em Natal 
Empreendimento da Ecocil em Natal: preços entre 4.000 e 5.400 reais o metro quadrado 

São Paulo – As regiões Norte e Nordeste concentraram o crescimento da renda na década passada. Segundo o último censo demográfico do IBGE, são das duas regiões os cinco estados em que a renda mais cresceu entre 2000 e 2010: Tocantins (50%), Maranhão (46%), Piauí (42%), Sergipe (41%) e Paraíba (37%). A expansão dos rendimentos permitiu que o consumo crescesse a um ritmo chinês no Nordeste. Já em São Paulo, o crescimento da renda, de 3%, foi o menor do Brasil.
É de se estranhar, portanto, que a maior metrópole do país tenha sido o principal palco, junto com o Rio de Janeiro, do boom imobiliário dos últimos anos. Desde 2008, os preços subiram 129,5% e 162,1% em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente, segundo o índice FipeZAP, principal parâmetro do valor das residências no país.
O índice FipeZAP só passou a incluir dados de cidades de Nordeste a partir de 2010. A tabela abaixo mostra que, considerando esse período, a valorização média nas duas maiores metrópoles brasileiras foi bem maior que nas capitais nordestinas:
CidadeValorização imobiliária desde agosto de 2010
Rio de Janeiro56,70%
São Paulo41,30%
Recife48,70%
Fortaleza22%
Salvador12,90%
Fonte: Índice FipeZAP 
Para entender por que os preços no Nordeste ficaram para trás mesmo com o maior crescimento da renda, EXAME.com conversou com Silvio Bezerra e Marcelo Freitas, presidente e diretor-financeiro da Ecocil, a maior incorporadora do Rio Grande do Norte. Abaixo eles explicam o que movimentou o mercado imobiliário nordestino nos últimos anos:
Os imóveis no Nordeste subiram bem menos que em São Paulo ou no Rio de Janeiro. A diferença é a menor especulação. As cidades são bem menos adensadas. Ainda que os preços dos terrenos já não sejam baixos, há mais opções de locais para construir.

Outro problema foi que o mercado de segunda residência também caiu muito. Havia no Nordeste uma grande demanda de estrangeiros, principalmente de europeus. Com a crise, eles estão com menos dinheiro. Havia vários voos charter diretos da Europa para Natal. Agora eles acabaram. Em outras cidades nordestinas, a oferta de voos também diminuiu.
A grande exceção é Recife, onde o mercado imobiliário está em ótima fase. Com os investimentos que foram feitos no porto de Suape e no entorno, Pernambuco teve um grande desenvolvimento. Grandes empresas como a Fiat estão fazendo pesados investimentos no estado. Recife também é uma cidade bem mais adensada, com uma oferta mais baixa de terrenos. Isso tudo favorece o atual processo de valorização.
Natal é bem diferente. Em primeiro lugar, é um mercado menor. A cidade tem 1,2 milhão de habitantes. A renda da população vem crescendo bastante, mas ainda é baixa quando comparada à de São Paulo ou do Rio. Até a Copa, o Rio Grande do Norte vai receber um volume representativo de 6 bilhões de reais em investimentos. Vai movimentar a economia.
Teremos um aeroporto que vai ser enorme, com grande capacidade para o transporte de cargas e passageiros. Natal passará a ter esse aspecto de entreposto comercial para as empresas no Nordeste. Há também investimentos relevantes da Petrobras em Mossoró, uma das principais reservas para a exploração de petróleo em terra do Brasil.
Mas a economia do Rio Grande do Norte ainda depende demais do turismo, da pesca, do camarão e da produção de frutas. São atividades prejudicadas pelo real valorizado. O mesmo vale para a indústria têxtil. A Coteminas anunciou há poucos dias o fechamento de uma fábrica em Natal e a demissão de 6.000 empregados. Eles prometem erguer um empreendimento imobiliário bem grande no local, com shopping, escritórios e residências. Mas é um punhado de gente desempregada até as obras começarem.
De qualquer forma, o Nordeste ainda é um local onde se encontram imóveis com um custo mais atrelado ao valor da construção. O metro quadrado médio de um empreendimento em Natal da Ecocil voltado para as classes B ou C custa cerca de 4.500 reais. Um empreendimento de altíssimo padrão vai sair por 6.500 reais. É uma realidade bem diferente do que se vê em São Paulo e no Rio de Janeiro [onde os lançamentos de alto padrão já chegam facilmente a 15.000 ou 20.000 reais o metro].

Nos últimos três anos, os preços em Natal subiram cerca de 40%. Um empreendimento lançado naquela época por 3.200 reais o metro hoje vale 4.500 reais. Descontada a inflação, dá uma alta real de cerca de 20%. O que ajudou a puxar os preços para cima foi a chegada de diversas grandes incorporadoras do Sudeste, que fizeram ofertas iniciais de ações na década passada e decidiram ter uma atuação nacional.
A Cyrela e a Gafisa fizeram alguns lançamentos em Natal por cerca de 7.000 reais o metro. O apelo dos empreendimentos deles foi começar a cobrar só 20% ou 25% do valor do imóvel até a entrega das chaves. O resto era financiado pelo comprador no banco depois que o apartamento ficava pronto. Hoje em dia, todo mundo trabalha assim em Natal. Mas até então, as parcelas exigidas até as chaves eram maiores.
No ano passado, houve uma reversão dessa tendência de chegada das grandes incorporadoras. A Cyrela é que soou o alarme. [A própria incorporadora anunciou durante 2011 que estava revendo suas parcerias fora do Rio e de São Paulo devido a estouros no orçamento e atrasos nas obras.O pior caso foi em Salvador]. O recente retorno às origens das grandes incorporadoras abriu mais espaço para as empresas locais.
Mas o Rio Grande Norte oferece muitas oportunidades para quem conhece as características do mercado. A Ecocil recebeu duas rodadas de investimento de um fundo de private equity inglês especializado no mercado imobiliário, o Salamanca Group. Os aportes aconteceram no final de 2008, auge da crise imobiliária, e no final do ano passado, quando ainda havia grandes preocupações com a Europa. Só no ano passado, a empresa recebeu uma injeção de capital de 100 milhões de reais.
Agora capitalizada, a Ecocil vai lançar oito empreendimentos com um valor de vendas 500 milhões de reais neste ano. É um pouco mais do que o total de lançamento de 2010 e 2011 somados. Para crescer em Natal, o segredo é não focar no mercado de segunda residência e fazer apartamentos para a população local. Por conhecer melhor o mercado, a empresa consegue trabalhar com custos mais baixos. Há muitas oportunidades de erguer empreendimentos no Nordeste. Já para o investidor, cidades como Natal representam uma oportunidade de comprar imóveis ainda a preços razoáveis.

Consultor Imobiliário Carneiro
E-mail: carneiro.consultor@yahoo.com.br