12 de abr. de 2012

Lopes cria app para corretores atenderem por Facebook


Expectativa da construtora é ter cerca de 12 mil lojas na rede sociais e estreitar o relacionamento dos seus colaboradores com os clientes na internet

Corretor de imóveis
Os consumidores poderão consultar as páginas dos profissionais e optar por conversar com o que mais se identificar





Rio de Janeiro - A Lopes criou o aplicativo “Espaço do Corretor” no Facebook. A iniciativa tem o objetivo de aumentar a presença da companhia nas redes sociais e facilitar o acesso dos clientes às informações sobre imóveis. Com a ferramenta, cada corretor da empresa ganha uma página na rede para divulgar o portfólio de empreendimentos, os bairros que atende e também dar dicas sobre o mercado.

Já os consumidores poderão consultar as páginas dos profissionais e optar por conversar com o que mais se identificar. Por meio dessa dinâmica, a Lopes pretende estreitar o relacionamento dos clientes com os seus colaboradores, como se eles estivessem visitando o mural de um amigo.
Atualmente, a construtora possui mais de 15 mil profissionais e espera a adesão de pelo menos 80%, o que pode representar mais de 12 mil lojas online. As buscas podem ser realizadas tanto por nome quanto pela localidade dos corretores.


Consultor Imobiliário Carneiro
E-mail: carneiro.consultor@yahoo.com.br





8 principais pecados na decoração de casa


Sem orientação profissional, o faça você mesmo na decoração pode virar uma catástrofe. Veja os maiores erros

Sala com TV
Um erro comum é achar que quanto mais detalhes, mais a decoração estará elaborada


São Paulo - Na hora de decorar a casa, nem todo mundo pode contar com a ajuda de um designer de interiores ou de um arquiteto. Sem orientação profissional, o faça você mesmo na decoração pode acabar virando uma catástrofe. Isso porque combinar peças de mobiliário essenciais com elementos decorativos, de forma que tudo fique bonito, prático, confortável e com a personalidade dos moradores não é nada fácil, principalmente, é claro, para quem é leigo no assunto.
Para facilitar essa tarefa difícil – mas não impossível – convidamos a arquiteta Alessandra Sorrentino Neira para listar os principais erros cometidos pelas pessoas na hora da decoração. Veja quais são e fuja deles:
Esquecer a intenção da decoração: Muitas pessoas não conseguem definir o que querem, de fato, para um ambiente. Às vezes, o casal não consegue chegar a um acordo e cada um imagina uma coisa. Na hora de decorar, eles saem fazendo um pouco do que cada um quer, e, no final, parece que uma peça do ambiente “não conhece” a outra. Ao definir a intenção, já se tem meio caminho andado, aí é só seguir a ideia para montar o ambiente.
Muitos detalhes: Outro erro comum é achar que quanto mais detalhes, mais a decoração estará elaborada. Quase sempre isso não funciona: o ambiente sobrecarregado de detalhes vira um local cansativo e disperso, onde não temos uma atenção fixada.
Mistura de cores e estampas: A mistura de tecidos coloridos e estampados também aumenta a chance de erro. Embora haja muita liberdade hoje na decoração, é preciso misturar harmonicamente as cores, formas, estilos e épocas. Os elementos não devem ser misturados aleatoriamente, e, por isso, a necessidade de referência, seja do arquiteto ou da própria pessoa que se arrisca a decorar.

Tamanho do mobiliário: Cada ambiente pede um tamanho proporcional para o mobiliário que irá atendê-lo. Antigamente, era muito comum salas enormes com sofás pequenos. Isso não ocorre tanto hoje, mas em compensação, tem sido cada vez mais comum as salas pequenas com sofás grandes. É preciso ajustar o tamanho do mobiliário ao tamanho do ambiente.
Tamanho da TV: As televisões têm uma distância mínima necessária para se conseguir aproveitar a definição da tela. É comum pessoas com salas pequenas e enormes televisores. Isso é um erro na decoração. Fique atento à especificação técnica do fabricante.
 Não perceber suas necessidades: Um dos erros mais graves é não perceber as reais necessidades da família ao decorar. Muitas vezes a família compra um sofá claro, igual ao que viu na revista, mas se esquece das três crianças da casa. É preciso que a escolha na decoração possa ser vivenciada com tranquilidade posteriormente, senão isso gera um problema para a família.
Escolha errada da cor: Escolher uma cor para a parede é um risco constante. A cor precisa ser harmônica com o entorno, com tudo o que pode interferir e interagir com ela, e, ainda, tem que ser específica para os principais usuários do local. Um exemplo de mau uso da cor: a família pinta o quarto do bebê com cores fortes, e depois não sabe por que o bebê é inquieto. Para cada ambiente deve-se buscar a cor ideal.
Iluminação: Outro erro comum. Cada tipo de lâmpada deve ser usada de uma forma diferente. Algumas alteram as cores de tudo. Ao formar um ambiente é importante que se pense com calma sobre a iluminação, para atingir o objetivo esperado.

Consultor Imobiliário Carneiro
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9 de abr. de 2012

Vendas de imóveis novos em SP sobem 12,8% em fevereiro


Em relação a janeiro deste ano, as vendas quase dobraram, com alta de 97,5 por cento

Prédios
Os imóveis de dois e três dormitórios responderam por 57% e 30,7% do total vendido em fevereiro, respectivamente

São Paulo - As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 12,8 por cento em fevereiro na comparação com o mesmo mês em 2011, somando 2.109 unidades, informou nesta segunda-feira o sindicato da habitação na capital paulista (Secovi-SP).
Já em relação a janeiro deste ano, as vendas quase dobraram, com alta de 97,5 por cento.
No primeiro bimestre, as vendas acumularam expansão de 17,7 por cento sobre o mesmo período de 2011, totalizando 3.177 imóveis. Em Valor Geral de Vendas (VGV), os dois primeiros meses movimentaram 1,4 bilhão de reais, volume 13,1 por cento superior ante igual intervalo do ano passado.
A entidade estima crescimento de 3,5 por cento a 5 por cento em 2012 em VGV em relação ao ano passado.
Os imóveis de dois e três dormitórios responderam por 57 por cento e 30,7 por cento do total vendido em fevereiro, respectivamente.
A velocidade de vendas -medida pela relação de venda sobre oferta- foi de 10,3 por cento no segundo mês do ano, enquanto nos 12 meses até fevereiro ficou em 59,6 por cento.
Já os lançamentos em fevereiro caíram 52,3 por cento sobre o mesmo mês do ano passado, porém mais que dobraram em relação a janeiro, para 1.383 unidades.
Segundo o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, os dados confirmam as previsões de ajuste do mercado às novas condições, "depois de período de crescimento proporcionado por um cenário econômico exuberante nos últimos anos".


Consultor Imobiliário Carneiro
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5 de abr. de 2012

Invista em Miami, Florida - EUA

Abyara Brokers, Halmoral Group e ST Residential se tornaram parceiras em 2011 para comercialização de imóveis nos EUA. Até agora são três empreendimentos: Artécity, Paramount Bay e Mint, todos situados em Miami, na Flórida. “Procuramos a Abyara, pois ela tem grande força de vendas, credibilidade e ampla penetração no mercado nacional”, explica Gabriela. A Halmoral é uma empresa que atua em consultoria imobiliária na Flórida desde 1992. Fundada por Gabriela Haddad, sócia de Tatiana Mosaner, ambas advogadas. Em São Paulo, elas assessoram brasileiros que queiram comprar imóveis nos EUA. A ST é a maior detentora de imóveis residenciais nos Estados Unidos, foi formada através da fusão de quatro fundos de private equity americanos e possui um patrimônio de bilhões de dólares. Em 2010, lançou no mercado um portfólio de empreendimentos luxuosos e voltados ao design, alcançando um dos maiores resultados de vendas no país, U$ 800 milhões em propriedades. Para Gabriela é apenas o começo e é grande a expectativa de trazer novos mercados para o Brasil. “Esperamos trazer mercados como Nova Iorque e Las Vegas.”

Se você tiver interesse em conhecer os imóveis da Abyara Brokers em Miami, entre em contato com CARNEIRO ABYARA - Corretor Online Abyara. email: carneiro.consultor@yahoo.com.br / carneiro@abyaraonline.com.br  Entre em contato para que eu possa enviar maiores informações.













Arquiteto planeja construir prédios de madeira


Madeira seria uma alternativa segura, neutra em carbono e sustentável para os materiais estruturais

Prédio de Madeira
Para o arquiteto, a madeira pode ser a melhor opção para reduzir as emissões de gases de efeito estufa

São Paulo - A Michael Green Architecture apresentou o conceito de edifício de madeira como uma alternativa segura, neutra em carbono e sustentável para os materiais estruturais.
Para a apresentação do "The Case for Tall Wood Buildings", Michael Green, o diretor da empresa, escreveu um documento de 200 páginas. Nele, Green expõe seus argumentos a fim de explicar para os profissionais quais os benefícios da madeira, como um material viável para edifícios altos e largos, com benefícios econômicos e ambientais.
O objetivo de Green é conseguir construir edifícios altos com um material renovável, durável e forte. Para Green, quando colhida com moderação e responsabilidade, a madeira pode ser a melhor opção para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, bem como do armazenamento de carbono nos edifícios.
Para isso, Green introduz um novo modelo de construção para edifícios altos, que usa painéis de madeira maciça a fim de alcançar uma pegada de carbono mais leve. O sistema é de madeira com um elevador de madeira maciça central, escada e lajes também de madeira. As vigas de aço tem como objetivo fornecer firmeza ao sistema com relação a forças do vento, por exemplo.
Para mostrar as reais possibilidades de um prédio de madeira, Green quer fazer uma torre de madeira de 30 andares em Vancouver para mostrar as possibilidades e as vantagens da construção em madeira maciça em edifícios pequenos e altos.


Consultor Imobiliário Carneiro
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PDG Realty mantém Zeca Grabowsky na presidência (pelo menos por enquanto)


Atualmente, a PDG passa por um processo de unificação de suas operações

Obra da PDG no Rio de Janeiro
Grabowsky seria substituído pelo atual diretor financeiro, segundo rumores de mercado

São Paulo - O presidente-executivo da PDG Realty, Zeca Grabowsky, deve permanecer no cargo ao contrário do que apontavam alguns rumores de mercado nesta semana. Grabowsky seria substituído pelo atual diretor financeiro e de relações com investidores da PDG, Michel Wurman, e poderia alçar uma função no conselho de administração da incorporadora e construtora.
“Revemos a ideia de uma possível troca de comando e decidimos que o melhor seria deixar tudo como está pelo momento atual da companhia”, disse ele em teleconferência com analistas hoje. “Nem queremos mais tocar nesse assunto neste primeiro semestre, voltaremos a falar sobre isso em um momento mais propício.”
Atualmente, a PDG passa por um processo de unificação das operações e acaba de apresentar resultados abaixo das expectativas dos analistas de mercado. Em 2011, a empresa teve lucro líquido de 707,439 milhões de reais, queda de 15% ante 2010. Pelo critério ajustado, o lucro foi de 783,025 milhões de reais, caindo 11% frente ao ano anterior.
Grabowsky comandou a aquisição da Agre, em maio de 2010, que reunia Agra, Abyara e Klabin Segall por 2,43 bilhões de reais, iniciativa que fez da PDG a maior empresa no setor de construção e incorporação, superando sua principal rival, a Cyrela Brazil Realty.


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3 de abr. de 2012

Saiba como declarar seu imóvel no imposto de renda


Prazo para entrega da declaração termina dia 30 de abril. Especialista esclarece as principais dúvidas

Isenção parcial do Imposto de Renda sobre a aposentadoria
Quem não enviar o documento no prazo vai pagar multa mínima de R$ 165,74


São Paulo - O contribuinte tem até o final deste mês para entregar a declaração do Imposto de Renda 2012, ano-base 2011. Quem não enviar o documento no prazo vai pagar multa mínima de R$ 165,74. Se você ainda não entregou a sua declaração e uma das coisas que está te atrasando são dúvidas sobre como especificar o seu imóvel ao IR, confira as orientações do advogado João Bosco Brito, assessor jurídico da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências) e evite cair na malha fina:
Na compra do imóvel em 2011 como declará-lo no Imposto de Renda?

AMSPA: Todas as aquisições de imóveis em 2011 devem constar da declaração do Imposto de Renda. Na “Declaração de Bens e Direitos”, o mutuário deve incluir todos os detalhes sobre a propriedade, como endereço, metragem, entre outros e informar apenas o valor pago no ano vigente. Mas se o bem foi adquirido nos anos anteriores, basta importar a declaração antiga.


Qual valor deve ser declarado para o imóvel?
AMSPA: Se o imóvel foi adquirido após 1988, os custos de acréscimos da obra deverão constar da declaração, ou seja, reformas de ampliação da casa e benfeitorias dentro imóvel, juntamente com preço da propriedade, que consta da escritura. Esses dados devem ser inserido na coluna “Discriminação”. É importante descrever a reforma e o valor gasto, como também guardar todos os recibos e notas fiscais por cinco anos, para a comprovação do custo da obra. Para os imóveis adquiridos a partir de janeiro de 1996, o aconselhável é utilizar como referência os dados da escritura na “Declaração de Bens e Direitos”.

Como proceder se houve a utilização do FGTS para quitar ou comprar um imóvel?
AMSPA: Nos casos da utilização do FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, seja para quitar ou comprar a casa, o valor deve ser colocado em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Como também deve ser deduzido na ficha “Bens e Direitos”. É necessária a sua inclusão para a comprovação do aumento do patrimônio do contribuinte.


No caso da pessoa física que vendeu a casa e não conseguiu comprar outro imóvel no prazo de 180 dias?

AMSPA:
 Na declaração do IR, essas informações devem ser especificadas no campo “Ganhos de Capital”. Na ficha deverá conter o valor da venda, o nome do comprador e a data da transação, além do valor do bem informado na declaração anterior para calcular o ganho efetivo. Se a venda tiver ocorrido antes período de 180 dias, o contribuinte ficará isento de imposto pela transação. Caso contrário, deverá recolher o imposto acrescido da taxa Selic e 1% de juros de mora.

Como proceder em situações em que o saldo devedor do financiamento do imóvel é quitado em decorrência de invalidez permanente ou falecimento do mutuário?

AMSPA:
 O valor não deve ser tributado no Imposto de Renda já que no contrato na compra da propriedade estão garantidos tanto os seguros “Morte e Invalidez Permanente” (MIP) como o de “Danos Físicos ao Imóvel” (DFI). Para isso informe na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis” o valor pago da apólice pela seguradora. Já na ficha “Bens e Direitos” deve constar o valor somado do saldo anterior das parcelas quitadas ao do saldo devedor pago pela seguradora.


Na hipótese em que o mutuário comprou o imóvel por meio do contrato particular ou de gaveta, como a transação deve ser declarada?
AMSPA: Esse tipo de contrato é válido para comprovar a aquisição. Junte o valor do contrato na “Declaração de Bens e Direitos”.

De que modo fazer a declaração do IR de imóveis comprados por meio de consórcio?

AMSPA
: Para fazer a declaração do IR de imóveis adquiridos por meio de consórcio há duas formas: se a propriedade foi contemplada em 2010 deve-se inserir os dados no código 95 da “Ficha Bens e Direitos”. Nela deve ser discriminar o bem recebido, seus dados e do consórcio. Se não for contemplado, mesmo assim o contribuinte deverá informar à Receita o valor investido no consórcio.

Como declarar bens recebidos por herança?

AMSPA: 
Nessas situações, a declaração deve ser feita em nome da pessoa falecida, utilizando os dados da última declaração realizada por ela, ou indicar o valor que está na partilha. Também devem ser informados os dados e a forma de aquisição da propriedade, além de indicar a parte que cabe a cada um dos familiares do morto. Essas informações devem constar na coluna “Discriminação”.

Serviço

Mais informações sobre como inserir seu imóvel na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011 podem ser obtidas na AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Endereços e mais informações no site.






Consultor Imobiliário Carneiro
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Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imposto-de-renda/noticias/saiba-como-declarar-seu-imovel-no-imposto-de-renda?page=3&slug_name=saiba-como-declarar-seu-imovel-no-imposto-de-renda

2 de abr. de 2012

O choque de realidade da Gafisa


Pressionada pelos maus resultados da Tenda, a Gafisa promove uma “faxina” de quase R$ 900 milhões em seu balanço

Gafisa
Obra da Gafisa: empresa registrou prejuízo de 1,1 bilhão de reais em 2011


São Paulo – Depois de arrumar a casa em 2011, a Gafisa abriu a porta – ou uma fresta dela – para o mercado espiar o resultado. Em prévia do balanço anual divulgado ontem, ainda não submetido à auditoria, ficou claro que a faxina custou caro: o prejuízo no ano passado foi de 1,1 bilhão de reais, ante um lucro líquido de 416 milhões de reais em 2010. 
Segundo a empresa, o resultado deve-se principalmente aos ajustes de 889,5 milhões de reais feitos depois de uma profunda revisão nas suas operações e estratégias. Quase 70% desse montante, ou 610,2 milhões de reais, foram usados para redirecionar os negócios da Tenda, incorporadora de baixa renda comprada em 2008.
Antes de ser levada pela Gafisa, os papéis da empresa desabaram 60% em poucas semanas. O mergulho conferiu à aquisição um ar de negócio da China. Mas se a ascensão da classe C parecia garantir o sucesso da empreitada, os anos seguintes terminaram por descascar esse verniz. Em 2011, a construção dos projetos da Tenda foi revisada para cima, representando um custo adicional de 227,2 milhões de reais. As multas por atraso nas obras chegaram a 38,5 milhões – mais que o triplo do registrado nos canteiros da Gafisa. 
Sem dinheiro para pagar
A concessão de crédito para os clientes da Tenda também sangrou o caixa da empresa. Só no último trimestre do ano, foram identificados 4.000 consumidores “não qualificados para o financiamento imobiliário”: apesar das unidades adquiridas estarem 70% prontas, a empresa recebera apenas 6% do valor devido pelos imóveis. 
O rompimento desses contratos teve um impacto negativo de 91,2 milhões de reais. Neste ano, a Gafisa estima que outros 8.000 clientes sejam enquadrados na mesma situação. A reserva para arcar com esses cancelamentos e com os prováveis inadimplentes da Tenda terminou por abocanhar outros 167,3 milhões de reais da receita da empresa. 
Com o objetivo de mapear exatamente o que precisava ser reformulado ao longo do quarto trimestre, a companhia designou um diretor-executivo para cada uma das suas unidades operacionais. Mas depois de eliminar a Tenda e a lucrativa AlphaVille da análise, a empresa acabou deparando-se com uma correção de 213,7 milhões de reais para os projetos da Gafisa, valor muito semelhante ao acréscimo destinado às obras da sua divisão mais problemática.
Na avaliação do time de analistas do Credit Suisse, os aumentos sobre o orçamento não deixam de mostrar que os problemas da Gafisa também se relacionam ao seu negócio original.
Olhando para frente, a empresa reajustou suas estimativas para 2012, com a expectativa de lançar em torno de 2,7 a 3,3 bilhões de reais em empreendimentos. Os números representam uma diminuição que pode variar de 6% a 23% sobre o resultado apresentado em 2011. 
Apesar de apoiarem a “pesada limpeza” promovida na companhia, reforçando que essa seria a única maneira da Gafisa recuperar a rentabilidade no médio e longo prazo, a equipe do Itaú BBA é cética. “Nós preferimos estar expostos a companhias que possam entregar uma melhor combinação entre baixa alavancagem, retornos sólidos, crescimento e geração de caixa”, assinaram em relatório os analistas Enrico Trotta, Vivian Salomon e David Lawant. 
A “faxina” também não parece ter agradado totalmente os investidores. Os papéis caíram fortemente na bolsa nesta segunda-feira. Um sinal de que a casa ainda não está “um brinco” para o mercado – e a Gafisa ainda precisa provar que a estratégia vai dar certo.


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